Diário do Lollo: A chegada do filhote

Preparando tudo

Antes do Lollo chegar em casa, pensamos em todas as situações possíveis e nas responsabilidades de cada um. Onde ele iria fazer suas necessidades? Onde iria dormir? Quem ficaria com ele durante o dia? Quem o treinaria? Como seria o manejo dele com os outros cães?

No dia que fomos buscar o Lollo no Canil Sambucan:

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Aprontando no bebedouro:

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Nos primeiros meses do filhote em casa, é necessário foco total. Se o cão fica solto na casa inteira, rapidamente ele vai aprender a roer móveis, fios, destruir sapatos, plantas e tudo mais que você tiver e pode se machucar seriamente. Xiii, e depois que o filhotinho descobriu que roer o pé da mesa é super divertido, vai ser bem mais difícil convencê-lo do contrário. Esse é o maior erro que vejo nas pessoas que nos procuram dizendo que o cão está destruindo a casa inteira. O cão destrói por um único motivo: ELE CONSEGUE! 

Se você está enfrentando esse problema, o Leo escreveu um artigo muito bom sobre o tema:

Link: Cachorro mordendo tudo?

Outro ponto super importante quando se decide trazer um filhote prá sua vida, é analisar quanto tempo ele precisará ficar sozinho durante o dia. Se o tempo ultrapassar cinco horas diárias, repense tudo. Nós realmente não indicamos que um filhote fique mais de cinco horas diárias sozinho. Primeiro porque ele pode não ser socializado adequadamente, depois porque um filhote, de qualquer espécie de mamífero, normalmente não é deixado cinco horas sozinho e sem supervisão pela mãe. Você sabia que ficar sozinho não é natural para um filhote de cachorro? Isso precisa ser ensinado de forma gradual, começando com poucos minutos e conforme ele vai ficando tranquilo, aumenta-se o tempo. Um filhote que fica repentinamente oito ou mais horas completamente sozinho, pode desenvolver uma ansiedade de separação bastante séria, além de diversos outros problemas comportamentais, como já vimos acontecer com dezenas de clientes.

Nesse caso, o ideal é adotar ou comprar um cão adulto, que já sabe ficar bem sozinho e que já foi socializado, já aprendeu as regras de convivência e já é bem resolvido nesse sentido, ou seja, que não vai sofrer tanto quanto um filhote que acabou de sair da companhia de sua mãe e irmãos.

Só decidimos trazer o Lollo para casa porque a minha rotina permitiu cuidar de um filhote de dois meses. Hoje consigo dar muita atenção ao pequeno bolo pullman gordinho de quatro patas, o que consome boa parte do tempo que fico em casa.

A rotina

O dia a dia do Lollo durante toda a infância, desde o dia que ele chegou é baseado em duas opções:

Opção 1: Supervisão total. Isso significa que alguém, ou eu ou o Leo, tem disponibilidade para ficar com ele o tempo todo, vigiando, sem deixar que ele morda nenhum móvel ou objeto inapropriado e faça suas necessidades em qualquer lugar, enquanto estiver solto.

Opção 2: Restrição. Isso significa que, quando não há a possibilidade de ficar junto com ele, o cão é colocado em um local preparado, de forma que não consiga aprender nada errado ou se machucar.

É basicamente isso que fazemos com os bebês! Ou o pai/mãe fica correndo atrás da criança o tempo inteiro, ou ela é colocada em um cercadinho, berço, andador, cadeirinha, etc. É tão natural para nós humanos fazermos isso com nossos bebês, mas com o cãozinho isso nem passa pela cabeça, não é mesmo?

Primeiro dia em casa:

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Na primeira semana, dormindo solto à noite no meu quarto, forrado de tapetes higiênicos:

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Caixa de Transporte

Voltando ao Lollo, na Opção 2 decidi utilizar a caixa de transporte, pois não disponho de um cômodo adequado que poderia ser preparado para o filhote ficar. Esse é um costume muito forte na Europa e Estados Unidos, mas no Brasil ainda é mau visto por algumas pessoas. As caixas de transporte fazem parte da nossa vida há anos e posso dizer que foi uma das melhores ferramentas que descobri como treinadora.

A primeira etapa é ensinar ao cãozinho que a “toca”, a casinha dele é a caixa de transporte. Isso é feito através de recompensas e respeitando sempre o tempo do cachorro e sua vontade. NUNCA, em hipótese alguma, force um cão a entrar em uma caixa de transporte! Isso pode constituir em uma violência psicológica muito grande ao animal.

Feito de forma gradual e positiva, em pouco tempo (cerca de duas semanas), o cão começa a buscar a caixa de transporte como o local seguro, tranquilo que ele pode tirar uma boa soneca sem ser incomodado, que ele sabe que estará protegido.

O Lollo passa boa parte do dia (o tempo que estou em casa) solto sob supervisão e quando preciso sair ele fica na caixa de transporte. O tempo que o filhote pode ficar na caixa é a idade dele em meses + 1. Então por exemplo, se ele tem dois meses, o tempo máximo dentro da caixa são três horas e assim por diante. Isso porque o objetivo é que o cão nunca faça suas necessidades dentro da caixa. Ele não pode ficar tão apertado que não aguente segurar e o filhote ainda não possui controle de esfíncter para ficar horas e horas sem fazer suas necessidades.

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Há muito tempo atrás (muito tempo) fiz um vídeo bem bacana sobre o assunto, com nossos outros cães:

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E você? Como está sendo ou foi sua experiência quando seu filhote chegou em casa? Escreve prá gente nos comentários!

Se quiser ver todos os posts do Lollo, acesse a TAG Diário do Lollo e Cães de Assistência, no menu ao lado.

No próximo post vou contar como está sendo a rotina com relação às necessidades fisiológicas dele, como ensinei ele a fazer xixi e cocô sob comando e como está sendo a socializacão com outros cães. O post vai ao ar na sexta-feira que vem, fique ligado! 🙂

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By | 2017-01-18T11:43:08+00:00 setembro 6th, 2013|Categories: Blog|Tags: |0 Comentários

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