O primeiro contato

Quando o Lollo chegou em casa, procurei ter bastante cuidado ao apresentar os cães para ele. Depois que já estava mais ambientado no jardim, o primeiro cão que ele conheceu foi o Google, nosso papillon de 3 anos e 3 kg! O Google é bem delicado na aproximação com outros cães e tem uma capacidade I-N-C-R-Í-V-E-L de dissipar qualquer tipo de tensão na primeira aproximação.

Depois que o Lollo já estava à vontade com o Google, ele conheceu a Radha, que é uma princesa delicada mas quando brinca é uma ogra, adora correr, latir na orelha do outro cão, parece uma moleca. Por isso mesmo, a aproximação com ela foi mais lenta, eu estava monitorando e interferindo, de forma que tudo fosse bastante suave para ele.

Finalmente chegou a vez da Ivy, a SRD mais mimada de todas, que é uma fêmea bem masculinizada e tem a postura corporal mais forte, ela já chega de forma mais intensa no cão. Eu a estava segurando mas o Lollo percebeu essa intensidade quando a viu, ficou um pouco mais “sentido” mas depois de um tempo ele já estava mais à vontade.

Deixei para apresentar os outros cães no dia seguinte, pois os que ficam dentro de casa são Google, Radha e Ivy.

Quando o Lollo chegou ele era do tamanho do Google: 

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Com a Radha:

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Cabo de guerra com o nanico:

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Brincando com a Radha:

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Dormindo com os irmãozinhos:

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Como apresentamos os cães

Sempre que vamos apresentar cães, trazemos um de cada vez, para que o cão novo tenha tempo para assimilar a informação, conhecer o outro cão e lidar com isso, estabelecendo uma “conversa” saudável através da troca de sinais corporais de forma intensa, tendo tempo para dissipar qualquer tensão ou insegurança. Somente quando a linguagem corporal dos dois fica tranquila e relaxada, trazemos mais um, até que, em pouco tempo, o cãozinho se mostra à vontade mesmo estando na presença de oito cães!

Foi assim que fizemos com o Lollo no dia seguinte, ele estava com oito cães no quintal, sem se mostrar acuado, sem receio de ninguém, sem que nenhum deles ficasse cheirando ele de forma mais intensa, enfim, uma experiência controlada para evitar traumas e associações negativas.

Paixão à primeira vista

O primeiro vínculo que o Lollo criou foi com a Radha, nossa Border Collie que é muito fofa, ela parece um filhote quando está com outros filhotes, brinca, se joga no chão, entra na onda mesmo. Até hoje ele a adora mais do que os outros e ela é uma pata tadinha, deixa ele fazer de tudo, até tirar ossinhos da boca dela!

Ele brinca diariamente com os cães aqui de casa, pelo menos com dois por dia, até com o Google de 3Kg. Eles têm uma brincadeira diferente, o Lollo geralmente deita no chão e se movimenta com muito mais cuidado quando está brincando com o nanico.

Com a Ivy preciso supervisionar todas as brincadeiras, ela é muito brutona e meio estúpida quando está brincando, eles se empolgam demais e apesar de ser bastante divertido para ele, não dá prá deixar sem supervisão. Quando está demais eu interfiro e dou uma esfriada nos ânimos.

Já com a Amin ele ainda não conseguiu conquistá-la para brincar, ela costuma ser a “madrinha” dos filhotes, sempre corrigindo e educando de forma gentil e consistente. Ela só decide brincar quando o filhote está com uma atitude impecável, educado e bastante delicado na aproximação (o que ainda não aconteceu com o Lollo rsrsrs). Vamos ver como serão os próximos meses, se ele conseguirá conquistar a Amin!

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No próximo post vou contar quais são os cuidados no manejo de um filhote e de um cão que está sendo treinado para ser um cão de assistência! O post vai ao ar na sexta-feira que vem, fique ligado! 🙂